Breve consideração sobre Raul Santos e Antônio Carlos (os nossos Raul Seixas e Belchior)

por Rodrigo Machado Tavares

Quantos Rauls e Antônios existem no Brasil? Inúmeros milhares! Mas o Antônio Carlos Gomes Moreira Belchior Fontenelle Fernandes, o nosso Belchior, e Raul Santos Seixas, o nosso Raul Seixas… estes são únicos e sempre serão, por motivos óbvios (sim, verdade, todos somos únicos, mas enfim…)

Eu arrisco em afirmar que eles foram gênios e certamente foram genuinamente artistas na concepção mais hermenêutica da palavra. 

Arrisco também em dizer que talvez até poderiam ser uns dos nossos representantes de uma possível contracultura tupiniquim, porque não “se prostituíram” ao sistema.

Existem grandes compositores da MPB, mas diferenciados como estes dois, de novo, arrisco em dizer que não. 

Com base em suas obras, se Belchior e Raulzito tivessem nascido em algum país de língua inglesa, eles estariam no nível de Leonard Cohen, Bob Dylan, John Lennon, Paul Simon e por aí vai. 

Por isso que as obras deles nunca irão morrer. A arte pura fica para sempre.

Viva Raulzito (“toca Raul”) e viva Belchior.

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