AMOR & LIBERDADE

Por Dr. Rodrigo Machado Tavares

“Amor só dura em liberdade

O ciúme é só vaidade

Sofro mas eu vou te libertar”

Estava a escutar esta bela canção e começo este texto cá pensando nela… uma bela canção do gênio (sim GÊNIO, Raulzito… não tenho dúvidas de que se ele tivesse nascido em um país de língua inglesa e/ou cultura anglófona, ele seria um ícone global. Isto por si só poderia ser tema de um outro texto e possivelmente assim será). “A Maçã”… o trecho da letra desta canção é muito sábio… e quantos de nós, em verdade, não se torna prisioneiro e/ou aprisiona outrem em relações de co-dependência? Tiramos a liberdade da pessoa “amada” criando uma relação tóxica para a pessoa e para nós mesmos.

Não tenho como não mencionar, aliás até teria, mas não quero neste momento, porque penso que para este assunto a minha visão acerca da vida me ajuda e muito a frear possíveis instintos que talvez ainda certamente tenha de ciúmes. Até certo ponto, talvez seja natural e “saudável” ter ciúmes no sentido de zelo, cuidado, carinho, medo de perder a pessoa com quem se gosta de estar (se bem que ninguém perde ninguém) etc. (Insegurança, possessividade, co-dependência etc. são outros pontos bem diferentes os quais nem abordo e até já li e leio algumas coisas de profissionais da área para entender mais e me educar, mas como alguém da área de exatas, isto é, não especialista nesta área, eu me limito a ficar por aqui o que já é de bom tamanho 🙂 ). Bem, mas voltando ao ponto… como reencarnacionista que sou, se eu for ficar ciumento, ficaria paranoico! Já pensou em ficar cogitando no passado do passado do passado?! Não dá! não tenho tempo e nem é racional.

Pra mim, a visão reencarnacionista me ajuda a entender que a vida num sentido bem amplo (e em alguns pontos, muitas vezes, pode até soar como “politicamente incorreto”… assunto que também vou talvez, com muita cautela, escrever em breve) é como uma peça teatral no sentido mais sublime. Nós não somos quem somos. Nós estamos quem somos. E assim sendo, assumimos papéis e funções (i.e., status social, nacionalidade etc.) em cada ato (i.e., reencarnações) e “vestimos” vestimentas (i.e., gênero, cor etc.) e atuamos (i.e., vivemos) com outros colegas (i.e., espíritos). 

Dentre os nossos diversos colegas, estão os colegas de relacionamentos pretéritos desta encarnação e de outras. Não dá pra ser ciumento né 🙂 Nem mesmo o mais quieto do mais quieto do mais quieto dos espíritos em termos de relacionamentos conjugais, naturalmente vai ter um certo número de ex-companheiras e/ou ex-companheiros. Não é preciso ser promíscuo/a para tal; é algo lógico. Arrisco em dizer que é muito provável que nenhum espírito reencarnou em todas as suas encarnações com voto de celibato. 

Observo que muitas vezes em sonhos, podemos reencontrar alguns destes nossos afetos. Esta oportunidade é boa, quando são almas irmãs, afins, companheiras.

Bem, amor de verdade é o que nos liberta; se prende, pode ser tudo, menos amor. E assim nos libertando, não aprisionaremos ninguém porque não estamos presos. Este amor pode ser extendido às diversas formas de amor: entre os pais e filhos por exemplo. Os pais muitas vezes na ânsia de protejer e de dar o melhor aos seus filhos, acabam “sem querer querendo” como diria o filósofo Chavez, criando adultos imaturos, inseguros, mimados: co-dependentes. Os médicos psiquiatras, psicólogos clínicos etc. são quem falam isso. Eu apenas repito ora pois, o que vejo esses profissionais da área da psique a falar sobre o assunto. Um tópico muito interessante também, sobretudo hoje em dia, onde muitos pais, por exemplo parecem querer “jogar” o papel de educar para a escola. Aí complica ainda mais! #Reflexão #Indagação

Talvez fui um pouco prolixo e sofista neste texto, mas até foi intencional.

Termino o texto com esta afirmação para se refletir: AMOR somente existe com LIBERDADE… simples assim. O resto é Blá Blá Blá que fomenta um lirismo e melodrama das indústrias televisa, cinematográfica, fonográfica e literária pelo globo. (Algo que pode ser doentio e patológico).

Curiosidades: 

  1. Tem uma música do John Lennon, com uma melodia linda (“Jealous Guy”) e a letra sumariza bem o sentimento de uma pessoa ciumenta arrependida. Triste e ironicamente esta música foi produzida por Phill Spector ☹️  (segue a letra abaixo:)

I was dreaming of the past
and my heart was beating fast
I began to lose control
I began to lose control
I didn’t mean to hurt you
I’m sorry that I made you cry
Oh my I didn’t want to hurt you
I’m just a jealous guy

I was feeling insecure
You might not love me anymore
I was shivering inside
I was shivering inside
Oh I didn’t mean to hurt you
I’m sorry that I made you cry
Oh my I didn’t want to hurt you
I’m just a jealous guy

I didn’t mean to hurt you
I’m sorry that I made you cry
Oh my I didn’t want to hurt you
I’m just a jealous guy

I was trying to catch your eyes
I thought that you were trying to hide
I was swallowing my pain
I was swallowing my pain
I didn’t mean to hurt you
I’m sorry that I made you cry
Oh my I didn’t want to hurt you
I’m just a jealous guy
watch out baby I’m just a jealous guy
Look out baby I’m just a jealous guy

2. A letra da também bela música “Every Breath you Take” do The Police retrata tudo menos o amor. Fala bem de um algo doentio, uma sociopatia ou até mesmo uma psicopatia. Eu chamo esta canção como o “melô do obsessor”. O espírito obsessor pode ser encarando também. Paixões doentias geram monoideias que podem ser perigosas.  (Segue a letra abaixo… “I will be watching you”… :))

Every breath you take
Every move you make
Every bond you break
Every step you take
I’ll be watching youEvery single day
Every word you say
Every game you play
Every night you stay
I’ll be watching youOh, can’t you see
You belong to me
How my poor heart aches
With every step you takeEvery move you make
Every vow you break
Every smile you fake
Every claim you stake
I’ll be watching youSince you’ve gone I’ve been lost without a trace
I dream at night I can only see your face
I look around but it’s you I can’t replace
I feel so cold and I long for your embrace
I keep crying baby, baby pleaseOh, can’t you see
You belong to me
How my poor heart aches
With every step you takeEvery move you make
Every vow you break
Every smile you fake
Every claim you stake
I’ll be watching youEvery move you make
Every step you take
I’ll be watching youI’ll be watching youI’ll be watching youI’ll be watching youI’ll be watching youWhoo, hoo
(Every game you play)
(Every night you stay) I’ll be watching youI’ll be watching you
(Every single day)
(Every word you say)
(Every game you play)
(Every night you stay) I’ll be watching you
(Every move you make)
(Every vow you break)
(Every smile you fake)
(Every claim you stake) I’ll be watching you
(Every single day)
(Every word you say)
(Every game you play)
(Every night you stay) I’ll be watching you

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