O meu encontro com a Patrícia (“Me and Pattie Boyd not in the material world :) “ )

O meu encontro com a Patrícia do dia 12 para o dia 13 de fevereiro de 2021

“Me and Pattie Boyd not in the material world 🙂 “ 

por Rodrigo Machado Tavares

Andávamos naquele jardim com flores belas, belíssimas as quais eu não tinha a mínima ideia dos nomes, mas me lembravam as flores do Regent’s Park em Londres. O gramado era verde, muito verde. Um dia ensolarado. Não estava quente e nem tampouco frio. Uma temperatura agradabilíssima. Era um dia feliz. Tudo era tão bom. Era um imenso jardim. Céu azul. Estávamos em algum local da Inglaterra. Não sei ao certo onde. Lembrei-me do “sitting in an English garden waiting for the sun…” entretanto, não sentamos, andávamos boa parte. 

A cena toda se passara naquele ambiente ao céu aberto que era parte da edificação principal. A edificação era uma igreja, a qual a frente em si era idêntica à igreja de Marylebone também em Londres. Lembro-me que estávamos em algum culto, contudo não me lembro ao certo a natureza deste. Era algo importante e feliz. Eu estava lá ajudando de alguma forma, mas não sabia exatamente em que e com o que… mas recordo que era algo relacionado também com o som. 

Estávamos quase sempre eu juntamente com mais uma amiga que me parecia ser uma amiga de longas datas. Ela era muito simpática. Ela tinha cabelos castanhos longos, levemente ondulados nas pontas. Ela tinha aspecto de ser espanhola, mas também poderia ser inglesa. Ela era um pouco mais velha que eu. Muito simpática e extrovertida e protetora comigo, como uma irmã. Junto conosco tínhamos uma outra mulher, a qual aparentava ter idade de ser minha mãe (ou talvez minha avó). Ela era mais reservada, mas muito simpática. Eu me identificava mais com ela pelo seu jeito mais sério e reservado. Ela tinha um jeito muito britânico de ser. Tinha um aspecto nórdico, loira e usava óculos. Ela era inglesa. Tinha um aspecto matriarcal. No primeiro contato que tivemos quando minha amiga nos apresentou rapidamente, pois estávamos nos afazeres com os sons, um breve olhar entre eu e ela de respeito (e certa desconfiava inicial). 

E ali passámos boa parte do tempo na frente da edificação resolvendo tarefas relacionadas com o som eu acho (enfatizo de novo), e eu fiquei encarregado (até porque me prontifiquei) de resolver essas tarefas; assim, e eu entrava com frequência na edificação. A minha amiga se ausentou e tive oportunidade de ficar mais tempo com a minha nova amiga. Não me lembro o nome das duas naquele momento. Falávamos todos em inglês.

E assim, também conversávamos sobre variados tópicos pelas vagas lembranças que tenho, mas certamente a maioria dos tópicos era ligada com música e natureza. O olhar dela não me era estranho. Ela era muito bonita, mesmo com as linhas do tempo que houveram marcado as suas feições; ela ainda tinha uma beleza feminina muito forte e delicada. Eu me sentia muito bem perto da sua presença. Ela tinha uma ótima energia. Ela transmitia paz, calma e serenidade, além de confiança e estabilidade. Percebia que ela também se sentia bem ao meu lado.

Bem, o dia passou entre tarefas e caminhadas e conversas saudáveis. Sentia que havia conquistado uma nova alma amiga. Parecia que eu já conhecia há anos. Mas uma coisa ainda me intrigava: aquele olhar e sorriso me pareciam muito familar Indubitavelmente, o rosto dela era muito familiar, mas eu não conseguia reconhecer de onde… 

Minha outra amiga (pois que agora eu já considerava a bela senhora minha nova amiga) regressara ao nosso encontro. Estávamos nós três fora no gramado perto de uma escadaria que dava para um pátio que era imenso, o qual também estava conectado à edificação. Minha amiga então fala:

“Que bom que vocês passaram boa parte do tempo juntos. Eu sabia que vocês iriam se entrosar. Vocês têm coisas em comum também”. 

Nós dois então sorrimos.

Minha amiga continuo: “Rodrigo, você sabe quem ela é, não é?”

Eu respondi com certo espanto:

“Como assim?”

Foi então que comecei aos poucos a associar a imagem da bela senhora a uma pessoa…

Foi quando ela própria falou:

“Eu sou a Pattie Boyd…”

Eu nem deixei ela terminar de falar… eu me sentia como uma criança vendo um ídolo de infância de certa forma… e de forma espontânea eu falei:

“Olha, você não faz ideia de como eu sou um Beatle fan e dentre todos eles, George era/é o meu Beatle favorito. Que satisfação te conhecer. Eu sabia que você era cool mesmo”

Ela deu um sorriso como aquele que ela dera quando bem jovem em 1964 em A Hard Day’s Night. Em verdade, seu rosto por alguns instantes se modificou para aquele de outrora. 

Eu estava muito feliz. 

A gente se abraçou. Foi um abraço muito bom. Uma energia amiga. Tiramos fotos juntos. 

Ela então se despediu e falamos: see you soon.

Foi então que eu acordei. 

Acordei tão bem. 

Foi tão real e tão bom. Fiquei triste por não ter sido “real” e por não ter durado mais. 

Bem: “the dream is never over when we create our own reality” (RMT)

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