Mini-digressão Rodriguiana acerca do verdadeiro espírito natalino
(escrita por Rodrigo Machado Tavares, Dr. Rody Mac em 24 de dezembro de 2020)
Agora que estamos oficialmente no Natal, que todos nós, mais do que nunca (tendo em vista este ano 2020 ter sido um ano histórico de lutas e incertezas, vidas ceifadas, tristezas e amarguras em virtude desta pandemia) possamos de fato refletir no verdadeiro sentido do Natal:
Jesus (admitindo ou não a sua existência, para aqueles que sejam céticos/ateus ou não cristãos), ou ainda assumindo ou não que ele tenha de fato nascido no dia 25 de dezembro (em verdade ele nasceu em abril, partindo do pressuposto que ele existiu e é desta hipótese em que eu me baseio) era um homem simples e pregava o amor. Toda a sua vida era baseada na pregação do amor. Se todas as religiões ditas cristãs esquecessem dos seus dogmas, rituais e tradições e focassem na BOA NOVA, isto é, no EVANGELHO, que em resumo é AMOR, todo o consumismo exacerbado e enfeites esdrúxulos (quase que carnavalescos e infantis) não fariam (e não fazem) sentido algum. Claro que já que estamos neste mundo, podemos e devemos fazer parte destas festividades que fazem parte das sociedades as quais estamos inseridos, de cultura judaico-cristã, mas que saibamos que esta não é de fato a essência natalina. Que sejamos o homem no mundo e não o homem do mundo como dissera Paulo.
Desta forma, que a mensagem forte deste Natal seja o resgate puro e forte na compaixão! Em olharmos uns para os outros como o Mestre olharia para nós (ou se soa baboseira religiosa) pensamos pragmaticamente na função social da religião ou melhor na função social do sentimento de religiosidade e espiritualidade: sejamos mais humanos uns com os outros. No final das contas, estamos todos morrendo, literalmente, todos os dias pouco a pouco.
Olhemos para os mais necessitados como se estivéssemos no lugar deles e sejamos mais simpáticos com a situação de outrem; a vida dá voltas.
E para quem é cristão ou tenta ser, esta imagem diz tudo… vale a reflexão.
Feliz natal e que sejamos bons todos os dias porque, sem soar pessimista, as coisas não mudar repentinamente em 2021… até possa ser que mude… mas racionalmente pensando, não é assim que a vida funciona.
Amém. Shalom. Axé. Que assim seja.
Rodrigo Machado Tavares